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Testado: Ember da Giro

Publicado em 20/03/17

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Uso um capacete da Giro, o Sonnet, e sempre gostei da forma como ele encaixa na cabeça. É um modelo leve, bem ventilado e com um design legal.

Então quando coloquei o Ember não pude deixar de perceber as semelhanças e as diferenças entre os dois modelos.

De cara, o aspecto mais arredondado agrada bastante, seguindo as tendências dos capacetes, cada vez mais redondos e compactos.

O Ember é um modelo que fica entre o Synthe (o mais aero da Giro, usado pelas profissionais) e o Sonnet. Seu formato favorece um detalhe marcante no design: as linhas contínuas que vão da frente da cabeça até nuca foram coloridas num degradê que vai abrindo, tornando o formato mais alongado, com um contraste de cores bem interessante. Bonito de ver.

 

Formato arredondado e compacto, um degradê.

Formato arredondado e compacto, um degradê.

 

O que queremos: proteção contra impactos

Mas quando falamos de capacete, um design bonito não basta. O que queremos nessa peça é uma real proteção contra impactos.

Essa proteção vai gerar consequências não só em um acidente, mas também impacta no quão segura me sinto ao pedalar. Saber que um equipamento tão importante é de fato seguro e confiável, muda tudo quando estou na estrada.

Nesse quesito não tem o que discutir. A Giro é uma marca que faz questão de informar e explicar a tecnologia usada nos seus capacetes, o que me parece um ponto muito positivo quando falamos de compras conscientes.

Este capacete é feito de poliestireno expandido (EPS), um isopor que encontramos na maior parte dos capacetes. Mas no caso do Ember, essa proteção é incrementada com a tecnologia MIPS: um sistema de proteção de impactos multi-direcionais. Em poucas palavras, o Mips promete uma maior dissipação do impacto, redirecionando a energia de uma pancada em para outros pontos na cabeça.

Então quanto a segurança e confiabilidade do capacete, só pontos a favor.

 

Ajuste fino: fit

Tão importante quanto um capacete que se encaixe corretamente na sua cabeça, é essencial que ele permaneça no lugar, sem aquela conhecida sambadinha para o lado ou para trás depois que começamos a pedalar. Mesmo um super capacete como esse, se mal ajustado ao seu tamanho, pode não ser seguro.

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Por isso o capacete tem que ficar firme, encostar em todos os pontos da sua cabeça mas sem apertar demais na cabeça ou no seu pescoço de modo a dificultar seus movimentos. Ele não pode se mover e a fita não pode de modo algum abrir sozinha.

As fitas para ajuste são fáceis de manusear e ao mesmo tempo não se movem de lugar depois de ajustar o capacete. A fivela é fácil de usar e muito firme. Ele fica bem firme e praticamente esqueci que estava usando algo na cabeça, de tão confortável.

Além da fita para prender no pescoço, há também o sistema de ajuste na circunferência da cabeça. O sistema RocLoc5 é super fácil de ajustar e permite não só o ajuste horizontal do capacete mas também tem a possibilidade de ajuste vertical, aumentando ou diminuindo o espaço para passar um rabo de cavalo.

As possibilidades de ajuste do Ember são adequadas a vários formatos de cabeça e estilos de cabelo, sendo pensada também para quem usa o rabo de cavalo. Pontos positivos aqui.

Obs! Asian Fit: Não vi no site ou em qualquer lugar a referência ao asian fit. Sabemos que muitas vezes o formato da cabeça de ´asiáticos´ e de descendentes tende a não se ajustar a alguns modelos ´ocidentais´ de capacete. Fica a dúvida aqui.

 

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Quem não lembra daquela dor de tiara apertada no fim do dia?

 

 

Sem calor: ventilação

Super leve e ventilado, o Ember tem 26 canais de passagem de vento. Além disso, ele tem uma tecnologia específica, o Air-FX, um tecido tecnológico que previne a proliferação de microorganismos, evitando odores e regulando a temperatura.

Vestir o Ember é super confortável, especialmente por conta do forro acolchoado que reveste a parte interna, também pensado para a absorção do suor.

Sensação no uso: só pontos positivos.

Mínimos detalhes: etiqueta fofa

Mínimos detalhes: etiqueta fofa

 

Respect the ponytale: modelo feminino

O Ember faz parte de uma linha de capacetes femininos da Giro, o Women´s Series. É engraçado porque a própria Giro já afirmou em seu catálogo de 2013 que não encontrou nos seus testes diferenças significativas nas cabeças de homens e mulheres em termos de tamanhos, formatos, proporções ou qualquer outro detalhe anatômico que justificasse diferenças de formato nos produtos.

Porém, sabemos que o comportamento do capacete em diferentes volumes de cabelo altera o fit e a adequação de um modelo a sua cabeça.

Ter uma linha feminina, mais do que a diferença de tamanhos, envolve reconhecer que o uso do equipamento por mulheres inclui práticas ou costumes não familiares aos homens. Kudos nesse ponto.

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Com cap!

Minha experiência com capacetes, desde que tenho cabelo curto, está muito conectada ao uso de caps de ciclismo, já que ele facilita na contenção dos fios (impedindo o efeito cebolinha no topo da cabeça).

Nisso o Ember se comportou da mesma forma como o Sonnet: o ajuste RocLoc5 permite um fit bem ajustado inclusive quando estamos com o cap. A novidade foi usar o cap da Giro, num tecido ultra-leve e respirável!

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Detalhes do Ember

Detalhes do Sonnet