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[CONEXÃO] // Florianópolis

Publicado em 28/06/16

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Brenda Goedert é de Florianópolis e conta um pouco de como é pedalar pela região. Ela tem 25 anos e aprendeu a andar de bicicleta ainda pequena, mas nunca tinha se aventurado em longas distâncias. Depois de descobrir um problema nos joelhos – e que limita as possibilidades de fazer esportes de impacto – passou a pedalar cada vez mais. Há 6 meses se jogou no MTB e nunca mais parou! 

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Pedal: Ribeirão das ilhas

Depois de alguns meses pedalando e me aventurando no meio do mato com uma bike mais simples, aro 26, freio a pastilha, feita para trajetos urbanos… tomei coragem de estourar o meu porquinho e investir em uma bike mais potente para me acompanhar em aventuras mais incríveis.

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Já tinha pedalado com a minha nova companheira em alguns percursos mais longos mas ainda não tinha aprovado ela no meu lugar favorito para pedalar: a terra!

Eu realmente fico mais estressada em pedalar na cidade. O barulho dos carros, o medo do atropelamento, a disputa por espaço me tiram um pouco do conforto e prazer que eu deveria ter ao pedalar, por isso sempre que posso gosto de ir pedalar bem longe da área urbana.

Estava já com a nova bike há quase um mês e ansiosa para levá-la logo no meio do mato, por isso mesmo com chuva e frio insisti para ir a algum lugar e conseguir sujá-la – porque pra mim bicicleta quanto mais suja, melhor!

A escolha partiu do meu namorado, que por pedalar há muito mais tempo que eu, conhece alguns lugares incríveis e longe da zona urbana. Fomos nos aventurar no Ribeirão da Ilha, lugar famoso aqui em Florianópolis pela preservação da cultura local.

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A gente andou um tempo pelas ruas principais até chegar em uma ruazinha que possuía uma subida íngrime interminável e dava em uma estrada de terra.

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Confesso que nas primeiras subidas deu vontade de esganar ele por ter me levado justo naquela altimetria na primeira vez com a bicicleta nova, principalmente quando um cachorro nos atacou, mas quando terminamos a primeira subida e eu vi o lugar lindo onde estávamos tudo valeu a pena e consegui aproveitar mais o roteiro.

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Esse foi o meu primeiro pedal na terra com a minha nova companheira, então em muitos momentos ainda não estava muito confortável com ela. Alguns momentos desci para empurrar, segurei mais no freio nas descidas, ainda não estava completamente familiarizada com a troca das marchas, o freio hidráulico, a adaptação a nova ergonomia da bike, tudo isso ainda era muito novo pra mim, por isso ainda me sentia insegura para aproveitar mais o passeio.

Mas independente do desempenho no pedal, para mim ultimamente o que mais importa é ir. Faça chuva, faça Sol, eu nunca me arrependo de ir. Quando a gente está pedalando nada mais importa a não ser o bem estar que só o pedalar pode proporcionar!”